Histórias do Pago

Causos

Histórias contadas à beira do fogo, ao som do mate, sob o céu do Rio Grande. Causos que aquecem o peito e mantêm viva a alma do galpão.

O último mate do velho Jango
Causo 101

O último mate do velho Jango

Toda manhã, antes mesmo do sol pintar de dourado os campos da campanha, o velho Jango sentava no mesmo cepo de madeira em frente ao galpão. A chaleira cantava baixinho no fogão à lenha, e a cuia passava de mão em mão entre os filhos, netos e vizinhos que chegavam para prosear.

O cavalo que voltou sozinho
Causo 202

O cavalo que voltou sozinho

O baio Colorado acompanhou seu dono por quase vinte anos. Juntos cruzaram arroios, enfrentaram temporais e tocaram boiada por campos sem fim.

A luz do galpão
Causo 303

A luz do galpão

Numa noite de temporal daqueles que fazem o minuano assobiar pelas frestas da madeira, um viajante surgiu na porteira da estância.

A marca do freio
Causo 404

A marca do freio

O velho freio de prata estava pendurado no galpão havia décadas. Muitos pensavam que era apenas uma peça antiga.

O menino e o primeiro chimarrão
Causo 505

O menino e o primeiro chimarrão

O pequeno Lucas observava os adultos ao redor do fogo desde que se entendia por gente.

O silêncio da estância
Causo 606

O silêncio da estância

Depois que a esposa partiu, seu Nereu continuou vivendo sozinho na estância.